Campo Grande voltou a registrar aumento expressivo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e confirmou mais uma morte causada por rinovírus neste ano. O dado, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), eleva para três o número de óbitos relacionados ao vírus neste ano e acende alerta para o avanço das doenças respiratórias na Capital.
O crescimento dos casos chama atenção pela velocidade. Em apenas uma semana, as confirmações saltaram de 138 para 193 — alta de quase 40% em relação ao boletim anterior, publicado no dia 17. Ao todo, já são 346 notificações de SRAG em Campo Grande, com dois casos ainda em investigação e 151 classificados como não especificados.
O rinovírus, geralmente associado a quadros leves de resfriado, aparece agora como o principal agente entre os casos graves. São 109 confirmações, número que coloca o vírus à frente de outros patógenos respiratórios. Na sequência, aparecem o vírus sincicial respiratório (VSR), com 25 casos, e a Influenza, com 24.
Também foram registrados 14 casos de Covid-19 e outros 14 de metapneumovírus, além de 11 ocorrências relacionadas a outros vírus respiratórios. O cenário reforça a circulação simultânea de diferentes agentes infecciosos, o que aumenta o risco de agravamento, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
O boletim ainda aponta outros óbitos por SRAG neste ano: dois por Influenza, um por Covid-19, um por outros vírus respiratórios e 19 por causas não especificadas. A combinação de aumento de casos e diversidade de vírus preocupa as autoridades de saúde, principalmente diante da cobertura vacinal ainda considerada abaixo do ideal.
A Sesau orienta a população a manter medidas de prevenção, como atualização da vacinação, higiene frequente das mãos e uso de máscara em caso de sintomas respiratórios, especialmente para proteger idosos, crianças e pessoas com comorbidades.








