O deputado estadual Roberto Hashioka (União) participou, nesta segunda-feira, 23, da COP15, conferência voltada à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento de políticas ambientais. Sediada em Campo Grande, o evento reúne autoridades, especialistas, pesquisadores e representantes de organismos nacionais e internacionais, colocando Mato Grosso do Sul em evidência no cenário global, especialmente por sua atuação na proteção de biomas como o Pantanal e o Cerrado.
Hashioka acompanhou as discussões e destacou a importância da integração entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Para o parlamentar, a conferência representa uma oportunidade estratégica para fortalecer políticas públicas sustentáveis e ampliar parcerias que garantam a proteção dos recursos naturais do Estado.
O compromisso do deputado com a pauta ambiental se reflete em sua atuação legislativa. Entre as propostas de sua autoria, destaca-se o Projeto de Lei 54/2024, que obriga a realização de Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para obras no Pantanal, medida que visa garantir maior rigor na avaliação de impactos em uma das regiões mais sensíveis do país.
Outra iniciativa relevante é o Projeto de Lei 17/2025, que propõe a inclusão de pneumáticos inservíveis na Política Estadual de Resíduos Sólidos, ampliando a destinação adequada de resíduos e reduzindo impactos ambientais. Além disso, Hashioka também atuou junto à senadora Tereza Cristina (PP) na proposição da PEC 18/2024, já aprovada no Senado e em tramitação na Câmara Federal, que reconhece o Pantanal sul-mato-grossense como patrimônio nacional e representa um avanço importante para a proteção do bioma.
“A preservação ambiental precisa caminhar lado a lado com o desenvolvimento. Mato Grosso do Sul tem um papel estratégico nesse debate, e eventos como a COP15 fortalecem o diálogo e a construção de soluções sustentáveis”, avaliou o parlamentar.
Sobre a Conferência – A COP15 tem como objetivo alinhar compromissos e estratégias para frear a perda de biodiversidade, promover o uso sustentável dos recursos naturais e ampliar a participação de estados e municípios na agenda ambiental. Entre os principais temas debatidos estão a ampliação de áreas protegidas, a recuperação de ecossistemas degradados, o combate ao desmatamento e às queimadas, além de mecanismos de financiamento, como créditos de carbono e pagamento por serviços ambientais. A programação inclui painéis sobre bioeconomia, inovação tecnológica, rastreabilidade na produção, conservação da fauna e flora, segurança hídrica e mudanças climáticas, temas diretamente ligados à realidade sul-mato-grossense.
Com a participação de gestores públicos, parlamentares, setor produtivo, organizações ambientais e instituições multilaterais, a Conferência se consolida como um espaço multissetorial para a construção de soluções concretas. “Para Mato Grosso do Sul, os desdobramentos desse encontro podem representar oportunidades de atração de investimentos, fortalecimento do turismo ecológico, geração de emprego e renda, além de ganhos diretos na preservação dos recursos hídricos e da biodiversidade”, destacou Hashioka.






