terça-feira, 17 de março de 2026

Sem campanha de vacinação ativa, Campo Grande registra alta de casos e 25 mortes por síndrome respiratória em 2026

Sem uma campanha de vacinação ativa neste momento, Campo Grande já sente os efeitos do período de maior circulação de vírus respiratórios, com aumento nos casos e nas mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Em 2026, o município contabiliza 310 notificações e 25 óbitos, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Em apenas uma semana, o número de casos notificados cresceu 12,7%, saltando de 275 para 310 registros. As confirmações também avançaram, passando de 125 para 138 casos. O crescimento mais acentuado foi entre os casos em investigação, que subiram de 31 para 50, alta de cerca de 61%. No mesmo período, o número de mortes aumentou de 22 para 25.

Entre os óbitos, influenza e rinovírus aparecem como as principais causas identificadas, com duas mortes cada. Também há registros de um óbito por covid-19, um por outros vírus respiratórios e 18 ainda sem causa especificada. Já entre os casos confirmados, o rinovírus lidera com 73 registros, seguido por influenza (16), vírus sincicial respiratório (VSR) (16), covid-19 (13) e metapneumovírus (11).

Apesar do avanço nos casos, houve redução no número de atendimentos na rede de saúde. O total de pacientes atendidos caiu de 1.150 para 977, enquanto os atendimentos em unidades de urgência e emergência passaram de 3.531 para 3.281, conforme o boletim mais recente.

Diante do cenário, a Sesau emitiu, no início do mês, um alerta epidemiológico para o aumento de doenças respiratórias na Capital. A medida considera a alta expressiva nas últimas semanas e dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, e tem como objetivo orientar a organização da rede de saúde, evitar complicações e reduzir o risco de sobrecarga hospitalar.

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