Sem uma campanha de vacinação ativa neste momento, Campo Grande já sente os efeitos do período de maior circulação de vírus respiratórios, com aumento nos casos e nas mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Em 2026, o município contabiliza 310 notificações e 25 óbitos, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
Em apenas uma semana, o número de casos notificados cresceu 12,7%, saltando de 275 para 310 registros. As confirmações também avançaram, passando de 125 para 138 casos. O crescimento mais acentuado foi entre os casos em investigação, que subiram de 31 para 50, alta de cerca de 61%. No mesmo período, o número de mortes aumentou de 22 para 25.
Entre os óbitos, influenza e rinovírus aparecem como as principais causas identificadas, com duas mortes cada. Também há registros de um óbito por covid-19, um por outros vírus respiratórios e 18 ainda sem causa especificada. Já entre os casos confirmados, o rinovírus lidera com 73 registros, seguido por influenza (16), vírus sincicial respiratório (VSR) (16), covid-19 (13) e metapneumovírus (11).
Apesar do avanço nos casos, houve redução no número de atendimentos na rede de saúde. O total de pacientes atendidos caiu de 1.150 para 977, enquanto os atendimentos em unidades de urgência e emergência passaram de 3.531 para 3.281, conforme o boletim mais recente.
Diante do cenário, a Sesau emitiu, no início do mês, um alerta epidemiológico para o aumento de doenças respiratórias na Capital. A medida considera a alta expressiva nas últimas semanas e dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, e tem como objetivo orientar a organização da rede de saúde, evitar complicações e reduzir o risco de sobrecarga hospitalar.








