A confusão na CPI Mista do INSS – com direito a troca de tapas, empurra-empurra e agressões verbais – na reunião dessa quinta-feira (26) foi parar na Mesa Diretora do Senado. Agora, vai caber ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre decidir se anula ou não o resultado da votação de mais de 80 requerimentos de convocação e quebra de sigilo.

O problema foi a contagem. Como a votação foi simbólica, apenas os parlamentares contrários deveriam se manifestar. Nesse momento, o presidente da CPI, senador Carlos Viana, contou como sete os parlamentares contrários. Resultado não suficiente para rejeitar, já que eram 21 titulares presentes. A base aliada protestou. Argumenta que foram 14 os votos contrários: cinco senadores e nove deputados. Mesmo depois da confusão, Carlos Viana não voltou atrás e não concordou em ver as imagens ou fotos para fazer novo cálculo. Com isso, parte da CPI encaminhou um requerimento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para pedir a anulação da votação. Pedem, também análise do caso pela Comissão de Ética do Senado. No total, 14 parlamentares assinam o documento.
Carlos Viana, ao final da reunião disse que está tranquilo quanto ao cumprimento do regimento.
Entre os mais de 80 requerimentos está o que pede a quebra do sigilo de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, o do ex-executivo e sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima, do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura; da empresária Danielle Miranda Fontelles, que teria ligações com o Careca do INSS, e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, acusado de integrar o núcleo político do esquema.
Fonte: Radioagência Nacional – EBC








