Em pronunciamento nesta quarta-feira (25), o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) criticou o pagamento de valores acima do teto constitucional no serviço público, por meio dos chamados penduricalhos (remunerações extras, como gratificações e auxílios). Ele defendeu medidas para impedir remunerações que superem esse limite, que hoje é de R$ 46.366, valor equivalente ao subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o parlamentar, indenizações que deveriam ser excepcionais, como despesas com transporte, hospedagem e alimentação, passaram a ser utilizadas para viabilizar pagamentos adicionais permanentes. Kajuru citou exemplos de contracheques que ultrapassam R$ 100 mil mensais, sobretudo no Judiciário, e mencionou o caso de magistrado que recebeu R$ 354,5 mil líquidos. Para ele, a prática desvirtua o objetivo do teto constitucional.
— Já passou da hora de o Brasil acabar com a farra dos supersalários no serviço público, até mesmo em respeito à maioria do funcionalismo, que é muito mal remunerada. Há levantamentos mostrando que a média salarial dos servidores públicos é próxima da média do trabalhador brasileiro, atualmente R$ 3.613 — afirmou.
Por Bruno Augusto, sob supervisão de Dante Accioly





