sábado, 29 de novembro de 2025

Estados registram primeiros focos de ferrugem asiática da soja na safra 2025/26; saiba quais

Os primeiros casos de ferrugem asiática da soja da safra 2025/26 foram identificados nas cidades de Corbélia (PR) e Itapetininga (SP), segundo o Consórcio Antiferrugem. O engenheiro agrônomo José de Freitas, da Sipcam Nichino Brasil, alerta que o registro exige atenção dos produtores, que devem intensificar o monitoramento das lavouras e adotar medidas preventivas de acordo com a fenologia das plantas.

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As condições climáticas atuais, com chuvas frequentes, favorecem o desenvolvimento do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem, inclusive em outras regiões, como o Sul do país e o Cerrado. A doença representa alto risco à produtividade, podendo reduzir significativamente a produção se não for controlada a tempo.

Além disso, as previsões indicam volumes elevados de precipitação para áreas do Cerrado, o que aumenta o risco de proliferação da ferrugem. Segundo o agrônomo, esse cenário coincide com um momento de alta demanda e menor disponibilidade de insumos estratégicos para o manejo da doença, o que reforça a necessidade de monitoramento rigoroso das lavouras.

A ferrugem asiática e práticas de controle

Segundo a Embrapa Soja, em junho de 2024, o Ministério da Agricultura publicou a Portaria Nº 1.124, instituindo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem-asiática da Soja (PNCFS). Entre as medidas previstas estão o vazio sanitário e o calendário de semeadura, que ajudam a reduzir a pressão da doença e racionalizar o número de aplicações de controle.

O monitoramento contínuo é essencial. A inspeção deve ser feita desde a emergência das plantas, com atenção especial a áreas mais úmidas e a primeiras semeaduras. Para identificar a ferrugem, recomenda-se observar folhas do terço médio e inferior das plantas, procurando pontuações escuras contra a luz, principalmente próximo ao florescimento ou fechamento das ruas de semeadura.

A ferrugem asiática da soja pode destruir até 90% de uma lavoura se não forem adotadas práticas preventivas e de monitoramento, tornando essencial a vigilância constante para garantir a sustentabilidade da produção.

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