Com mais de setenta milhões de vacas e novilhas de corte precisando ser emprenhadas até o final de fevereiro, o sucesso da estação de monta depende de um manejo reprodutivo de precisão, que integre nutrição, sanidade e genética.
O alerta foi feito pelo médico veterinário Leandro Silva, coordenador técnico da Boehringer Ingelheim, em entrevista ao Giro do Boi. Silva informou que o erro na estação pode levar a grandes prejuízos, pois a fêmea precisa deixar “um bezerro por ano”.
Segundo ele, o principal desafio é que, em muitas regiões, a seca se agravou, atrasando a recuperação do escore corporal. O escore corporal inadequado interfere diretamente na taxa de prenhez, já que fêmeas magras podem entrar em anestro e, mesmo que emprenhem, não têm reservas energéticas para segurar a gestação.
Confira a entrevista completa:
A novilha e a primípara são as categorias mais sensíveis e exigentes, necessitando de atenção redobrada durante a estação de monta. Um dos fatores mais prejudiciais à taxa de prenhez é a infestação de carrapatos, que eleva os níveis de cortisol no sangue da vaca, interferindo na ovulação e na imunidade. O touro também é afetado, queimando energia para espantar moscas, o que prejudica o processo de copulação.
Atualmente, cerca de oitenta por cento das fazendas de cria utilizam o touro na vacada, e o reprodutor é responsável por cinquenta por cento do bezerro. O manejo deve incluir cuidados específicos após a confirmação da prenhez, que ocorre no diagnóstico de gestação em março e abril.
A vaca precisa de “sombra e água fresca” após a confirmação da prenhez. O produtor deve estar atento ao desafio parasitário da terceira geração de carrapato e monitorar a relação entre o número de partos e o diagnóstico de gestação, a fim de identificar possíveis abortos ou reabsorções embrionárias devido a falhas sanitárias.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.








